José de Alencar, sobre a literatura:

"Palavra que inventa a multidão, inovação que adota o uso, caprichos que surgem no espírito do idiota inspirado".
Benção Paterna, 1872 - tem coisas que não mudam.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Não vou rastejar para o alto __ Franz Kafka

KAFKA – uma minibiografia pessoal.
Se eu fosse Kafka já teria morrido. Ele morreu de tuberculose aos 40 anos, em 1924. Filho de judeus, falava alemão e viveu numa sociedade que já nutria os vermes que iam degenerar em nazismo. Filho de Hermann - um homem empreendedor, forte de espírito e compleição física - Kafka era o oposto do pai: pequeno, indeciso e funcionário público de uma companhia de seguros. Noivou duas vezes, mas nunca se casou e sofria de amor incestuoso pela irmã mais nova, Ottla. Desses conflitos, brotou uma obra literária densa e extremamente impactante.
O primeiro livro de Kafka que li foi “Carta ao Pai”, uma obra póstuma publicada por um amigo, que na verdade era uma carta que ele realmente escreveu para o pai. O conhecimento da biografia do autor e a leitura prévia da “Carta...” foram fundamentais para entender “A Metamorfose”. Na semana que vem vou postar um resumo simples do livro em menos de 500 palavras. E na semana seguinte uma leitura analítica da obra. Pelo prazer, esforço e comprometimento que tive ao escrever, tenho certeza que vale ler; tanto para quem ama Kafka, quanto para quem quer simplesmente conhecê-lo.

2 comentários:

Raí disse...

Já umas duas vezes tentei ler Metamorfose, mas barata pra lá e barata pra cá, acabo desistindo! hehehhehehe...Vou adorar ler essa resenha e sacar o que esse alemão quer dizer(sei que muito ;)).
Parabéns! Beijo.

Doutor Alzheimer disse...

Atenção Nina e toda galera do blog. Há uma peça de teatro do Franz Kafka em cartaz no Club Noir (rua Augusta,331) todas as terças e quartas. É um monólogo que se chama Comunicação a Uma Academia, com a atriz Juliana Galdino (ela foi indicada ao prêmio Shell de melhor atriz por essa peça, mas acabou perdendo prá Fernanda Montenegro). A peça é muito boa e cheia de ironias engraçadas. Recomendo a todos. Abraço, Ziyad Hadi http://www.ciaclubnoir.com.br/